Número de casos de Covid cresce em Goiás e governador determina outro decreto

Sem dúvidas a proliferação da Covid deixou toda a população em um mar de incertezas, em condições diferentes, alguns dentro de barcos, outros nadando a braçadas e morrendo afogados, mas todos foram e ainda estão sendo afetados de alguma forma. No início às medidas restritivas e de cuidados eram mais severas, lock down, instituições de ensino fechadas, alunos em casa e com aulas remotas, lojas fechadas, estabelecimentos comerciais do ramo alimentício aderiram ao sistema drive- thru, em funcionamento normal só os serviços essenciais, quem pôde ficar em casa permaneceu e quem precisou sair para garantir a comida na mesa, colocou máscara e selou uma amizade fiel com o álcool em gel.
Passaram alguns meses e as consequências desse desaceleramento bateu a porta, afetando a economia e fez com que a população gritasse pela flexibilização do comércio, a permissão para voltar as atividades foi atendida, mediante todos os cuidados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uso obrigatório de máscara, higiene das mãos com álcool em gel, evitar pegar em objetos e levar as mãos ” sujas ” aos olhos, nariz e boca, distanciamento social e evitar aglomerações.
Nos outros países o caos motivado pela Covid, assombrou todo mundo até que de fato ele chegou aqui, no Brasil, e os anúncios de mortes deixaram de ter nomes desconhecidos e ganharam nomes e rostos conhecidos, ela não escolheu idade, classe social ou coisa do tipo, chegou e levou a vida do idoso, atleta, jovem, grávida. Depois foi só agravando, os picos de aumento de mortes só sobem. O Amazonas desde o início foi um dos Estados mais atingidos e nos últimos dias tem passado uma crise no abastecimento de oxigênio, tendo que transportar pacientes para hospitais de outros estados.
A vacina passou pela Anvisa e foi aprovada para uso emergencial, um suspiro de alívio e uma fagulha de esperança se ascendeu, os grupos prioritários já estão sendo vacinados, os profissionais da saúde e idosos acima de 75 anos. Mesmo que agora a vacina seja uma realidade e já se tenha 844,015 pessoas imunizadas, não se pode vacilar visto que a média móvel de mortes por Covid no Brasil nos últimos 7 dias, só está subindo e atingiu 1.058 . Nas últimas 24 horas foram registrados 1.206 mortes, totalizando 219 mil óbitos desde o início da pandemia.
Goiás é um dos Estados que a média de mortes só vem aumentando e segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde ( SES-GO) , o estado contabilizou 1.969 novos casos de coronavírus e 9 mortes nas últimas 24 horas e a média móvel de mortes aumentou 109%.
Diante da situação o governador e médico, Ronaldo Caiado, resolveu impor novas medidas visando minimizar o aumento de casos e mortes por Covid e publicou um novo decreto na noite de ontem ( 26), que determina lei seca e proíbe o consumo e vendas de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e afins entre 22h e 6h. Caiado disse que “Essa foi uma decisão conjunta com os prefeitos por meio de uma enquete em que 95,7% dos 141 votantes se posicionaram a favor da implantação da medida.” O governador finalizou suas palavras com ” Mas nesta luta contra a Covid-19,a unia, compreensão e solidariedade de toda a população goiana ainda são as melhores armas no combate a doença”.

Texto: Maria Laura.

Fonte: Mais Goiás  e G1.

Imagem:G1.

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