Festa Literária de Paraty está com edição virtual

Pela primeira vez, o mundo inteiro vai poder assistir, em tempo real, ao maior evento literário do Brasil, que arranca esta quinta-feira.

A 18.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) decorre até domingo, em formato virtual e pelas redes sociais, devido à pandemia.

A programação arranca hoje com uma mesa sobre “Diásporas”, com a participação das escritoras Bernardine Evaristo e Stephanie Borges, seguindo-se, até domingo, uma série de nomes com Caetano Veloso, Itamar Vieira Júnior e Chigozie Obiama, entre muitos outros.

Num comunicado divulgado em outubro, os responsáveis da Flip anunciaram que a programação será composta por mesas transmitidas ao vivo, em plataforma própria e nas redes sociais, além de vídeos gravados, eventos paralelos e programações de parceiros.

É um evento que acontece desde 2003 e que é cunho cultural. A FLIP é considerada um dos principais festivais literários do Brasil e da América do Sul. O financiamento é assegurado por um sistema hierarquizado de patrocinadores e é conduzido pela organização sem fins lucrativos Associação Casa Azul. Além de palestras, também são realizadas discussões, oficinas literárias e eventos paralelos para crianças (Flipinha) e jovens (Flipzona). O sucesso mundial desde seu ano de fundação se deve, principalmente, ao envolvimento e participação ativa de autores de vários países reconhecidos internacionalmente.

Svetlana Alexijevich ,vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, na FLIP 2016. 

O festival foi idealizado pela editora inglesa Liz Calder, da Bloomsbury, que morou no Brasil e agenciou diversos autores brasileiros, tomando como modelo o festival literário de Hay-on-Wye, no Reino Unido. O festival é associado com outros semelhantes, tais como o Festival Internacional de Autores, em Toronto, Canadá, e o Festivaletteratura Mantova na Itália, para mostrar a interculturalidade na literatura.

O evento ser promovido de forma online, trouxe para muitos a oportunidade de acompanhar o show cultural em casa e de uma forma mais econômica, além de que o evento é gratuito. E tendo em vista a situação da pandemia no Brasil, é mais cabível um evento dessa magnitude ser transmitido online do que algo físico.

Em outras edições da FLIP os eventos foram de forma presenciais e arrecadaram muitas pessoas, conhecimento, cultura e muito amor.

Fontes: www.flip.org.br / www.noticiasaominuto.com / www.jn.pt

Imagem: www.flip.org.br

 

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