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Classe média do campo cresce e engorda o bolso

O trabalho exaustivo nas lavouras, o baixo nível de remuneração e o atraso tecnológico são coisas do passado no agronegócio. Deram lugar, segundo especialistas, a um setor dinâmico, com altos índices de produtividade e mão de obra especializada. O Correio constatou isso em dois municípios goianos onde essa pujança se destaca: Porteirão e Chapadão do Céu. Se, nas metrópoles, os trabalhadores sofrem com altos níveis de desemprego, no campo, a pujança da lavoura garante poder de compra. A estabilidade econômica dos últimos anos deu aos agricultores acesso a linhas de crédito para compra de máquinas modernas e de insumos, usados para a correção de solo e para a proteção das culturas. Com isso, passaram a produzir mais no mesmo espaço. Esse processo levou ao enriquecimento de produtores rurais. Mas também à distribuição de renda nos municípios do campo, com a formação de uma classe média rural. O acesso à tecnologia exigiu a contratação de mão de obra capacitada, com melhores salários. Dados da consultoria Geofusion mostram que, nas cidades agrícolas, o número de domicílios do estrato socioeconômico intermediário cresceu 39% entre 2010 e 2014. No Brasil, a expansão foi de 27% e, nas metrópoles com mais de 1 milhão de habitantes, a alta foi de 22%. A empresa classificou como residências desse segmento aquelas nas quais o orçamento familiar varia de R$ 1,9 mil a R$ 11 mil. Benefícios sociais O gasto com benefícios rurais é duas vezes maior do que com o Bolsa Família. O aumento do salário mínimo garante renda para muitas famílias do campo. Por outro lado, no Centro-Sul, temos observado um grande desenvolvimento. A demanda por mão de obra especializada eleva a renda e garante o desenvolvimento das cidades rurais. Com isso, o potencial para o desenvolvimento do comércio aumenta. Na avaliação do ex-ministro da Agricultura Alysson Paullineli, o agronegócio passou por profundas transformações para se manter competitivo. Ele afirma que essas mudanças obrigaram os produtores rurais a buscar uma mão de obra mais qualifi cada para aumentar os níveis de produtividade das lavouras. Apesar dos avanços dos últimos anos, Paullineli diz que o país deve aumentar os investimentos em infraestrutura para que o escoamento dos grãos seja feito de maneira mais dinâmica.

Bodas de Ouro: José & Zilda

ED:11/09/2017

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