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Quebra de safra em Goias.

Segundo dados preliminares divulgados pelo IBGE, a atual safra de milho já tem 25% de perda total no município de Rio Verde; são 55 mil hectares que não produzirão nada.

Flávio Faedo é presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás e presidente da Comissão de Grãos do Sindicato Rural de Rio Verde.


Flávio Faedo, qual o cenário da quebra de safra? 

Infelizmente esse ano está sendo diferente de anos anteriores e a quebra de safra é uma realidade. As chuvas foram irregulares e a cada dia aumenta a quebra. Na avaliação de produtores, escritórios de planejamentos e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o milho que vai ser colhido tem uma quebra entre 40 e 50%. Já o milho que o produtor nem vai conseguir colher, a quebra já está em torno dos 25%. Em algumas regiões de Goiás com solo arenoso, aéreas com cascalho, teve produtor que já perdeu 100% da aérea plantada com milho 2ª safra. Entre as regiões com maior porcentual de perdas, está o norte de Goiás.

A safra do milho começa a ser colhida no final do mês de junho. Essa quebra pode ser ainda maior? 

Rogério, se não chover, pode ser maior sim. Nós estamos muito preocupados com essa situação e conversando diariamente com produtores de Rio Verde e todas as regiões de Goiás, como forma de acompanhar a situação da safra.

Flavio, quais são os efeitos dessa quebra de safra, principalmente para o sudoeste goiano?

Nós tínhamos uma previsão inicial em torno de 10 milhões de toneladas de milho em Goiás. No entanto, o cenário é outro. Atualmente a previsão é que fique entre 5 e 6 milhões de toneladas. Esses números trazem resultados negativos. Outros setores do agronegócio como criadores de suínos, aves e confinamentos sofrem um pouco mais, porque a tendência do preço do milho é subir, em alguns casos, até inviabilizando a atividade nesse período. Ou seja, é um problema que afeta toda a cadeia produtiva do agronegócio e consequentemente a economia.

Quais ações estão sendo desenvolvidas para amenizar os efeitos dessa quebra de safra do milho, para o produtor?

Primeiramente, nós fizemos uma assembleia onde pudemos conversar com os produtores e conhecermos a real situação. A partir desta assembleia começamos a nos mobilizar junto ao governo estadual, na tentativa de um decreto de emergência em Goiás, como forma de facilitar as negociações. Nós estamos orientando os produtores, para que eles façam seus laudos técnicos e acionem o seguro, caso não tenham feito.

Faedo, a região de Rio Verde já tinha passado por um momento de quebra de safra de milho, como a atual?

Ainda não. Conversamos com produtores que já atuam há vários anos em Rio Verde e todos falaram que nunca tinham enfrentado temperaturas tão elevadas, especialmente no mês de abril, o que interferiu na umidade do solo e causou estresse nas plantas.

Bodas de Ouro: José & Zilda

ED:11/09/2017

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